Quando era pequena e ia à praia era impressionante: eu me perdia. Sempre. Meu lado autista já gritava desde pequena. Isso era tão frequente que eu já estava descolada. Procurava logo um cara com cabelos grisalhos e aparentando uns 40 anos e que não estivesse bebendo. Pra que tudo isso? Pra, no caso de nao ser encontrada, meu novo pai ser alguém de responsa, que pudesse continuar me bancando... Eu nem era esperta nera?
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Quando estava na 3 série, fui pega colando. Um otário me dedurou. Foi horrível. Fui ao SOE e a mae de Ro, toda calma, me passou o maior sermao. Imagine um sermao vindo da mae de Ro? Mesmo assim eu chorei! Ela me perguntou se alguém mais na sala estava colando. Respondi que nao. Ela repetiu a pergunta e disse que se descobrisse que tinha mais gente colando e que eu nao entreguei EU seria expulsa do Vieira!Eu disse: nao sei de ninguém mais. Sou a única. Ainda bem que ela nao descobriu. Tb, avisei pra todo mundo do filho da p... dedo duro e a galera se cuidou mais. Eu só precisei fazer uma segunda chamada devido ao meu bom comportamento. Nem fui suspensa. Nunca mais colei. No Vieirinha. Já no vieirão voltei à minha vida de pesca...hehehe
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Um dia, acho que tinha uns 4 anos(sim, minha memoria sobre infancia ta todina aqui...)meu tio me chamou pra passar o finde na ilha com todos os meus primos. Meu pai me chamou num canto e disse pra eu nao ir. Disse que se nao fosse, no dia seguinte iríamos ao clube espanhol e eu poderia ficar ateh a hora q quisesse e pedir qtas batatas fritas e refris quisesse. Meu pai estabelecia sempre um limite pras porcarias que pedíamos. No dia seguinte acordei cedinho e fui chamá-lo. Ele disse que não ia pq estava com muito sono. Só no próximo finde. NUNCA MAIS eu acreditei em qualquer coisa que meu pai me disse. E isso vale ateh hoje. Sem mágoas, é puro descrédito mesmo. Não consigo levar fé no que ele diz!
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Quando estava no jardim 1, uns 3 ou 4 anos, tinha um garoto chamado Alvaro (xará do meu pai). Alvaro me enchia o saco, me batia, me xingava, tudo isso na maior máfia, pra ninguém ver. Eu, goiabinha que era, nunca o dedurava e vivia sendo torturada por ele. Um dia disse que nao queria ir pra escola. Meu pai perguntou pq. Falei o motivo e ele entrou na minha sala no mesmo dia, chamou pequeno Alvaro num canto e passou-lhe o maior sabao. Ateh eu fiquei com pena. Deu uma humilhada federal! Nunca mais pequeno Alvaro me abusou; ele virou uma seda comigo e meu pai virou o meu herói. Até o dia em que ele me preometeu ir ao Clube Espanhol....
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Estava na alfabetização. Minha mãe notava que eu estava mais lenta, mais quieta, mais autista. Às vezes ela perdia a paciencia comigo e gritava perto de mim, me dava umas sacudidas pra ver se eu acordava pra vida. Pensou em me levar no psicólogo. Me levou em rezadeira. Tentou de tudo. Até o dia em que ela me levou ao otorrinolaringologista e ele descobriu que estava mais quieta porque NAO ESTAVA OUVINDO QUASE NADA! Minha audicao estava super reduzida e meus ouvidos cheios de agua de piscina. Fiz uma lavagem. Tudo voltou ao normal. Minha mae ficou aliviada! Às vezes, quando estou meio lerdinha ela ainda pergunta se tenho agua nos ouvidos... Parei por aqui!